sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Carta à Afrodite.

Cara Afrodite,

                Escrevo-lhe esta carta para deixá-la a par das novidades.
                Como bem sabes, estava apaixonada. Perdidamente apaixonada. E por sua culpa, sim, Deusa do Amor.
                Se achares que vou lhe agradecer, estás mais que enganada.
                Não me conhece. Não sabe quem sou.
                Por causa de seu “amor”, sofri muito. E sorri mais ainda.
                Me fez encontrar algo que eu julgava perdido. Me fez reencontrar quem eu sou.
                Mas ainda não é o suficiente para lhe agradecer.
                Despertou em mim sentimentos que eu jurava não poder mais sentir; me fez mais viva, e me fez querer lutar por alguém que não queria lutar por mim. Me fez olhar para uma pessoa de uma forma diferente; mesmo que essa pessoa não me olhasse da mesma forma.
                E agora, você dá a sua ultima cartada.
                Três garotos. Um amigo, um fake, e um desconhecido.
                O desconhecido foi o meu pior pesadelo, o que me leva ao garoto amigo.
                O fake se mostrou extremamente galante, e agora é um irmão para mim.
                E o amigo...
                Sinto falta dele.
                E vou sentir mais ainda.
                Sabes muito bem o porquê.
                Por causa da sua maldita magia.
                Sabes que não tenho coragem de me declarar, e por isso me faz sofrer mais ainda. Obrigada, querida “amiga”. Obrigada por acabar comigo.
                Sabes que fico fascinada pelo dono daqueles olhos, que me embriagam de tal forma que não consigo pensar em mais nada. Sabes que fico irritada quando o vejo com outra; e sabes muito bem que fico abobalhada quando o ouço chamar meu nome. Pena que isso não irá mais acontecer.
Obrigada Afrodite. Obrigada por usar sua magia comigo.
Obrigada por permitir que minhas pernas fiquem bambas apenas de olhar para ele; de fazer com que meu coração dispare quando ouço o nome dele, e obrigada por me permitir sorrir apenas de pensar nele.
Ele é o único que consegue me arrancar deste mundo tão magnífico, e traiçoeiro. Obrigada por ter me feito sua amiga. Sua, e dele.
Afrodite, sabes que estou com raiva de você. Por ter me feito amar um garoto tão idiota, e tão magnífico. Um garoto que é simplesmente “ele”. Um garoto que me faz feliz, mesmo de longe.
Tantas palavras não-ditas, tantos textos escritos, tantas lágrimas derramadas.
Tantos sorrisos dados, tantas gargalhadas disfarçadas, tantos olhares sem direção que por acidente foram parar de encontro aos belos olhos claros de meu amado...
Este é o amor?
Bem, obrigada por ter me dado a oportunidade de senti-lo.
Foi um tempo feliz.
Mas agora, está tudo acabado. Da mesma forma que começou. Com palavras, um coração, uma vida, uma grande mágoa.

Atenciosamente, Bruna.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A vida continua (Parte II)

Com muito pesar, digo que não quero ir.
E vou lhes explicar exatamente o tal motivo para isso.
Nesta cidade, vivi os melhores momentos. Para falar a verdade, este ano foi o melhor ano de toda minha vida.
Fiz grandes amigos; amigos que jamais esquecerei. Amigos que fizeram da minha vida um lugar muito mais feliz. Quando for velhinha, já posso me imaginar contando as aventuras para meus netos, e eles rindo, achando graça daquelas coisas que falamos durante as aulas ou quando saímos.
Descobri paixões. Claro que algumas não duraram muito, exceto por uma. E esta é a principal razão para eu não querer ir embora.
Não irei falar o nome dele. Não irei falar nada demais, apenas... vocês verão.
Nunca me imaginei gostando desse garoto. Nunca achei que um dia iria sonhar com ele. Nunca me imaginei ao lado dele. Nem sendo amiga dele.
E todas as minhas amigas concordavam comigo. Nós não combinávamos. Não conversávamos e não tínhamos nada em comum.
Engano nosso. 
Temos muitas coisas em comum. Mas, ao mesmo tempo, poucas coisas.
Um dia, somos unidos. No outro, nem parece que nos conhecemos.
Um dia, é apenas "oi". No outro, conversamos o tempo inteiro quando nos encontramos.
E as meninas dizendo que combinávamos. Todos que nos conheciam diziam o mesmo.
Fofocas. Boatos. Mentiras.
Não sei quando comecei a amá-lo; foi quase como... natural. Nada forçado. Comecei a amá-lo pelo que ele era, e não pelo que diziam dele.
Foi impossível impedir. 
Me vi cada vez mais perdida, e me vi cada vez mais apaixonada.
Comecei a tentar esquecê-lo, por estar sofrendo. Entendam: não tenho sorte no amor. 
E, mesmo sendo o que dizem que sou, não adianta nada. Só consigo fazer amigos.
E talvez seja melhor mantê-los apenas como amigos.
Mas enfim, hoje digo a vocês: estou esquecendo-o. 
E estou feliz com isso. Ao menos, não o vejo todos os dias. Apenas algumas vezes, passeando pela cidade.
Estamos distantes, mas não sinto nada demais quando passo por ele. Nada que eu não possa controlar.Ele era, ao mesmo tempo, a razão pela qual eu queria ir embora, e a razão pela qual eu iria ficar.
Porém, minhas razões mudaram. 
Agora, eu quero ficar. Não por ele; mas por outros e outras. Garotos e garotas que realmente me mudaram, me aguentaram por três anos ou menos. Eles sim valem a pena.
Amigos. Eles são a verdadeira razão pela qual eu quero ficar aqui nessa cidade minúscula que eu odeio tanto.
Afinal, me responda você: de que adianta ir para uma cidade que você ama se não terá ninguém para dividir essa alegria?
Me desculpem os gaúchos, me desculpem meus irmãos de sangue farrapo, mas meu lugar não é mais no Rio Grande do Sul. Digo agora que meu "lar", meu "rancho" é em Santa Catarina. E mesmo que eu saia daqui, Santa Catarina nunca sairá de mim.

Mas se não houver como ficar, vou aceitar meu destino. Vou seguir de cabeça erguida, e vou viver, não apenas por mim, mas também por todos aqueles que aqui deixei.



Por: Bruna F. Baptista

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A vida continua. (Parte I)

Antes de qualquer coisa, gostaria de lhes dizer que essa história é verdadeira. Nela não há nada de extraordinário, e sei também que muitas pessoas passam por estes mesmos fatos que aqui vou relatar.
Não sei quando que tudo começou. Acho que foi a cerca de três anos atrás, quando eu ainda vivia em uma cidade do Rio Grande do Sul. Gostava bastante daquele lugar, não por ter nascido lá, e sim por causa das pessoas.Vivi naquela pacata cidade por cerca de 12 anos, então eis que meus pais resolveram mudar.
Em um primeiro momento, iríamos para Porto Alegre, e essa ideia me agradou. Porém, meu padastro resolveu vir para uma pequena cidade no norte de Santa Catarina fazer um pequeno serviço. O dono de uma fábrica local viu seu trabalho e gostou bastante, e o convidou para trabalhar nessa cidade. Meu padrasto aceitou. Então, minha mãe veio para conhecer a cidade, e adorou-a. Por último, vim eu.
Devo avisar que sempre fui a ovelha negra da família. Detestei a cidade desde o primeiro segundo que nela pus os pés. Era distante, pequena, e todos se conheciam. As escolas não tinham qualquer renome, exceto por uma ou outra. A vida deles melhorou, mas a minha foi de mal a pior.
Não conseguia me enturmar na escola; não encontrava alguém para desabafar e chamar de "melhor amiga". Acho que a única coisa boa que me ocorreu foi o grupo de dança.
Entrei em uma depressão profunda; não sentia mais vontade de nada. Um ano se passou; sem muitas mudanças. Sempre escondendo minha tristeza, até descobrir o poder das palavras. Foi neste momento que voltei a viver.
Foi mais ou menos na metade do ano passado: resolvi começar a escrever fanfics (uma história de algum livro/filme/série escrita por fãs). Todos que liam minhas histórias diziam que tinha talento, e eu procurava melhorar cada vez mais. Mal consegiua acreditar naqueles elogios! Não conseguia crer que eles diziam a verdade. Afinal, eu era uma iniciante! Nunca havia escrito um texto com intiuto de publicar; mal conseguia escrever uma redação para as aulas de português!
E a vida continuou. Encontrei nos textos a minha terapia. Consegui dar a volta por cima. Fiz novos amigos e amigas. Me apaixonei, e esqueci. Superei. Melhorei. Cresci e amaduresci.
Sétima, oitava série. Consegui passar com êxito para o primeiro ano do Ensino Médio. Continuei na mesma escola (contra minha vontade). E devo dizer-lhes que está tudo perfeito.
E como numa volta ao tempo, devo ir embora. Voltar para o Rio Grande do Sul; ir para aquele lugar onde era o destino inicial. Porto Alegre.
Com muito pesar, digo que não quero ir.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Opostos de um mesmo coração.

Eu quero gritar,
Correr, cair e levantar.

Quero morrer, mas quero viver.
Não sei como é possível alguém sentir tudo isso
Mas sei que é isso que sinto.

Eu quero chorar, mas quero sorrir
Quero estar do lado dele, mas quero sumir.
Eu quero estar aqui, mas quero ir pra lá.
Para longe dele, onde ele não possa me alcançar.

E dessa forma, não há como continuar.
Vamos combinar:
Sabemos bem o que é isso!
É o Cupido que me envenenou com uma de suas flechas!
Ele conseguiu mais uma vez.

E agora estou caindo...
Cada vez mais fundo; cada vez mais escuro.
Tento fugir desse torpor,
Tento acabar com esse amor.

Mas as minhas defesas não resistem mais.
Escrever não posso, pois sei o que ocorrerá.
Meu coração vai gritar seu nome,
E para a escuridão vou voltar.

Por que você apareceu agora?
A cada dia eu dependo mais e mais de você.
Só quero te ver feliz, só quero te ver sorrir.
Mesmo que esses sacrifícios me façam ruir.

Quero estar junto de você, mas ao mesmo tempo quero estar longe...
Palavras e frases soltas; não sei mais o que é.
Até isso tiraste de mim!
Agora são textos soltos, e frases prontas.

Um destino pronto,
E mais uma vida solta.
Um futuro pronto a ser vivido,
E eu não posso fazer nada a respeito disso.

Tenho de aprender a conviver!
Mas infelizmente é impossível.
Cada dia é mais forte, e não há como parar.
Para falar a verdade, nem eu me entendo mais.

sábado, 19 de junho de 2010

Mistérios

Em um dos bancos às margens do lago do Central Park havia uma garota sentada; seus longos cabelos loiros voavam sobre seu rosto, e ela parecia estar à beira das lágrimas. Essa garota bela, que tanto chamava atenção por onde passava, estava sofrendo. Uma batalha invisível estava sendo travada, e ninguém sabia.
Ela enxugou uma lágrima que insistia em cair teimosamente, borrando o pouco que ainda restara de sua maquiagem.Não sabia muito bem porque viera para aquele lugar em especial. Talvez o motivo fosse óbvio... Talvez o número de lembranças daquele lugar a deixasse feliz, ou talvez seja apenas porque naquele momento, o Central Park era o único lugar onde ela realmente queria estar.
O vento soprou com mais força, acompanhando o timbre perfeito de suas lágrimas, que caíam sem descanso.
Ela não sabia porque chorava, e não sabia o que havia acontecido antes de ela acordar no hospital.
As únicas coisas que ela sabia era que ela havia bebido demais, junto com seu amigo. Ele pegou o carro, e ela veio junto com ele; eles furaram alguns sinais, e, então, uma forte luz, e tudo escureceu.
Ao que os enfermeiros haviam contado a ela, ela sofrera várias fraturas, porém conseguiu sobreviver ao acidente. Já seu amigo não tivera tanta sorte. "Ele sofreu um traumatismo craniano" - disse-lhe a enfermeira. - "Não havia como ele sobreviver".
A garota olhava para o horizonte, o sol finalmente se pondo. Famílias felizes passavam por elas; crianças levando seus balões coloridos para todos os lados; os carros enxendo as ruas após mais um dia de trabalho. Pais e mães vinham levando pesadas mochilas; alguns pássaros cantavam; outros se banhavam no lago. Casais de idosos se sentavam ao pôr do sol e seguravam as mãos de ambos; casais jovens se beijavam vulgarmente. E a garota ali, sozinha.
Não sabia o porquê, mas queria que seu amigo estivesse ao seu lado. Ela ainda tinha tanto para lhe falar... E ele a deixara assim, repentinamente. Uma ânsia se apossou dela, e ela correu pelo Central Park, não sabia por onde, mas ela correu. Passou por diversas ruas, suas pernas ardendo com o esforço repentino, mas a garota não parou. As lágrimas caíam em um fluxo mais constante, lembrando-se de coisas que ela não havia dito para seu amigo.
Lembrava-se de quando fez a promessa de que nunca esconderia nada dele... E lembrou-se de quando se decobriu apaixonada por ele.
Naquele dia, - ela ainda era capaz de se lembrar como se fosse hoje - ela estava doente. Deitada em sua cama, ela aguardava anciosamente o momento em que seu amigo a visitaria para lhe contar o que aconteceu na escola, onde eles cursavam o último ano. Não fazia muito tempo - ela pensava - apenas dois meses antes da formatura.
Lembrava-se de como ela ficou quando ele chegou. E de como seu coração pareceu se despedaçar quando o viu com outra garota. Percebeu, naquele dia, de que seu amor por ele era mais do que um amigo.
Correu por mais algumas ruas, até que suas pernas fraquejaram, e ela caiu.  
Olhou para a rua onde ela havia parado, e percebeu ser a esquina onde ocorreu o acidente que levou seu amigo para longe dela. Chorou mais um pouco, e então, enxugando as lágrimas, ela olhou para uma pequena mancha que se parecia ser sangue, olhou para os lados, virou as costas para o local, e então, murmurou:
- Me desculpe, não fui sincera com você. Eu te amo.
Então, com seu coração ainda despedaçado pela perda, ela foi de volta para o Central Park, observar famílias inteiras, e pensando que talvez - apenas talvez - ela poderia ter tido a chance de estar ali com seu amor.








Por: Bruna Baptista.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

In Memorian

Esse texto é em homenagem à todos aqueles que um dia perderam um ente muito próximo e querido: seja um amigo ou parente, eles nos fazem falta mais do que podemos imaginar.

Aguardava o momento certo, a hora em que alguém viria e me diria "brincadeira!", mas não foi isso que aconteceu.
Esperei, sentada, a aceitação da verdade. Como pôde me deixar tão repentinamente assim? Começei a me recordar dos momentos que passamos juntas, e cada vez que penso neles, sinto vontade de chorar.
Não posso aceitar, não quero aceitar!
Esperei, incansavelmente, que alguém ainda me dissesse que era brincadeira. Mas ninguém me disse uma palavra. Ainda tentava conter algumas lágrimas, não podia me dar ao luxo de chorar na frente deles, embora estivesse corroída por dentro.
Aguardei até que todos saíssem, e então, me deixei chorar como nunca chorei.
Me lembrei de quando éramos mais jovens, e você me dizia em como era difícil a vida de adolescente, e eu zombava de você, dizendo que era simples como respirar... E quando eu precisei de ajuda, você estava lá. Minha eterna adolescente; você jurou estar para sempre do meu lado! E por que você não está aqui? Infelizmente, você não está aqui.
Algo pode ser pior do que saber que você nunca mais vai voltar? Acho que não... Será que poderia ser mais simples? Queria poder dizer uma última vez que te amo... Queria voltar no tempo e dizer que me arrependo de tê-la feito querer gritar, e gostaria de lhe dizer que sinto sua falta. Mais do que alguém possa imaginar.






Queria conseguir fazer um texto mais longo, mas eu não consigo muito bem. Peço que me perdoem se não ficou bom, eu realmente gostaria de fazer algo melhor. Porém, eu não consegui. Me emocionei ao lembrar de uma grande amiga minha, que deixou esse mundo no ano passado. Esse mês vai fazer um ano que perdemos ela :\

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Memórias

Um dia, enquanto andava pela rua, comecei a reparar nas pequenas coisas; borboletas e pássaros voavam de um lado para outro, completamente agitados. Crianças brincavam pelas ruas, sob o vigiar constante dos pais. Sorri levemente, enquanto uma brisa suave acariciava meu rosto. Respirei fundo, e lembrei-me de cada segundo de alegria. Não me cansei de observar a natureza, e nem de pensar em como tudo parecia diferente.
Uma pequena nuvem escura quebrava o azul límpido do céu, mas ninguém parecia se acovardar diante daquela pequena nuvem - afinal, o que pode ela fazer neste dia de sol?- e, por isso, ninguém moveu-se.
A chuva caía fina, e algumas pessoas retiravam-se para seus aposentos. Eu permaneci na rua, a observar as mudanças. Como num súbito, lembrei-me de minha família e dos amigos que deixei para trás quando saí da minha pequena cidade para tentar a vida no exterior. Lembrei-me das vezes em que eu achava que tudo estava perdido, e quem eu menos esperava me fazia sentir que eu poderia ser feliz. Esperava, pelo menos mais uma vez, encontrar-me com eles, e esperava também que eles soubessem que eu sempre os amarei.
Aprendi, então, embora involuntariamente, que não há nada melhor que a companhia dos amigos; que não há nada como ser feliz com apenas um sorriso; que nós temos o controle de tudo; que não existe nada como o carinho de um pai ou uma mãe; e que a vida que nós tanto queremos jamais vai vir, a não ser que a procuremos.
Tentei fazer um esforço e lembrar-me de cada rosto de meus antigos amigos do colegial, mas poucos me vinham a mente, e desapareciam mais rapidamente ainda. Embora esses pequenos flashes de memória me deixassem nervosa, eu ainda assim tentava me lembrar de alguns acontecimentos. Fui me lembrando e revivendo-os aos poucos, e, novamente, aprendi que mesmo que nós queremos que tudo volte, cada um seguiu seu próprio caminho. E, assim, naquele final de tarde, sob uma chuva fina, aguardei o tempo passar, pensando cada vez mais no meu passado, e ciente de que as lembranças que eu tenho jamais farão parte do meu presente.
A chuva parou logo que a noite mostrou sua beleza, e junto com as estrelas, resolvi seguir em frente - mas dessa vez, junto com minhas lembranças - e resolvi que não poderia deixar de lembrar de cada momento feliz que marca tanto meu passado. Só espero mantê-los vivos em minha memória...








Por: Bruna F. Baptista.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não sei como...


Homenagem à minha grande amiga Keemi. Ela sabe como são as histórias entre Lílian e James Potter, acho que a Lílian sempre quis dizer isso em toda a sua vida. Vai lá Lily! 
E também homenageio ao Baac, que tá sempre do meu lado. Este texto é pra vocês, especialmente.











Sempre que o vejo caminhando para algum lugar, sinto vontade de acompanhá-lo.
Não acredite no que eu lhe digo, pois sempre escondo meus mais nobres sentimentos.
Uma vez, eu fui magoada. Agora, não desejo sentir isso novamente. Entende como é complicado?
Sempre serei sua garota, mas nunca mais eu irei concordar em ser algo mais que isso.
Quando nós brigamos, faço questão de deixar claro que o odeio.
Mas você não acredita... E faz bem! 
Gosto quando você cria apelidos, e quando me irrita... Gosto tanto de seus defeitos, e de suas manias chatas...
Mas não posso ficar ao seu lado. Seria ruim para nós dois.
O que importa é que eu te amo, e isso eu não sei explicar.
Também não sei como, mas não o quero por perto.
Nunca quis te amar, nunca quis me apaixonar. Mas já que aconteceu... Por favor, fique longe! Não posso me dar ao luxo de te adorar, não posso lutar contra o mundo! 
Deixe-me em paz. Finja que não existo, como era antes... Não sou a garota ideal. Sou apenas mais uma. 
Não posso te amar, por favor, não torne mais difícil!
Porém, se você me amar de verdade, não desista de mim.
Insista! Batalhe! Lute! Talvez eu possa corresponder...
Não sei como, mas acabei me apaixonando por você.






Por: Bruna F. Baptista.

sábado, 15 de maio de 2010

Desejos

Naquele momento, desejei estar ao seu lado. Porém, você não estava mais aqui. Lembra-se de suas promessas? Não, acho que não lembra.
Eu o desejo aqui.
Quero te falar algo que jamais imaginei descobrir.
Quero te lembrar que eu sempre estarei aqui.
Desejo saber se você também se sente assim.
Mas agora... Eu observo a clareira, onde tantas vezes nos encontramos; eu espero ouvir novamente sua voz, mas eu não escuto nada. Você não está aqui.
Onde eu poderei encontrá-lo? Você irá se lembrar de mim?
Espero reencontrar-me ao seu lado; mas onde você foi?
Tantas perguntas me fazem parar. Sem nenhuma resposta, acho que eu irei ficar. Aguardo um único sinal.
Você nunca mais foi o mesmo.
Você não cumpriu suas promessas. Você sabe como isso me faz sofrer? Não, não sabe.
Nada do que alguém faça pode me curar. Sinto sua falta, e sei que você nunca mais vai voltar...
Eu o desejo aqui.
Mas a morte não me ouviu.
E você partiu.





Por: Bruna F. Baptista

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sem limites.

Texto dedicado àqueles que um dia já sofreram ao se deparar com a perda de alguém querido.

Nem sempre a vida é como nós queremos. Pessoas vêm e vão, e nós não podemos segurá-las para sempre ao nosso lado.
Uma hora, nós nos separamos. Cada um seguirá seu caminho. Portanto, respire fundo, e pense consigo mesmo: tantas pessoas fazem parte de nossas vidas, e tantas ainda farão parte. E nós bem sabemos que elas deixarão suas marcas em nossas vidas.
Cada momento que passamos juntos será eterno; mas será apenas uma lembrança entre todas as outras. E cada palavra dita, um dia irá ser apenas mais uma palavra dita para apenas mais uma pessoa.
Não importa se hoje você diga que tudo o que você passa com ele(a) será inesquecível. Talvez seja. Ma já parou para pensar se ele vai ser o(a) único(a)?
Você já disse tantas vezes as palavras "para sempre", e é tão forte este termo... e ele normalmente não é seguido. Quantas vezes você já disse que "seremos amigos até a morte."? 
Talvez vocês sejam... mas também é um termo muito forte.
Só aqueles que já perderam amigos para a morte sabem qual é a dor... E vocês reparem que esses que perdem pessoas para o destino apagado normalmente levantam a cabeça e seguem em frente.
Mudar de cidade, de escola, de país não é nada para a verdadeira amizade.
Não se pode deixar abalar. Não se pode deixar de se divertir.
Haverão outras pessoas, haverão outros momentos.
Amigos que são amigos não há limites para a amizade.
Mesmo longe, eles sabem o que sentem, eles sabem o que dizem.
Sabe, talvez o "para sempre amigos" exista. Ele está nas nossas mentes, e está nas nossas mãos fazê-lo ser real.


Por: Bruna F. Baptista.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sonhos, o que eles são?

Tantos se fazem essa pergunta, e poucos sabem respondê-las;
Na verdade, talvez, ninguém saiba o que são os sonhos.
Não, não ninguém.
Todos sabem o que são os sonhos.
Mas, com o tempo, esquecemos o que eles são e o que eles significam.
Ah, o mundo é tão cruel! 
Mas por que?
Eu respondo a vocês!
O mundo é sim cruel. Ele não tem um coração. É frio e insensível. 
Jamais se meta com ele.
Mas, porém, lhe faço outra pergunta:
Por que o mundo é tão cruel?
A resposta nada mais é que:
Nós.
Sim, nós.
Nós somos os culpados por isso;
Se não fôssemos tão mesquinhos e egoístas, o mundo não seria tão cruel.
Quem faz o mundo somos nós, humanos.
E se engana aquele que pensa que nada é sua culpa.
Entendemos de tanta coisa... nos achamos tão inteligentes...
Mas a verdade é que somos grandes imbecis.
A verdade dura e crua.
Porque nesse mundo de mentiras, o que deveria predominar seria a verdade.
Ela combina com o coração do homem: insensível. 
A mentira só serviria para as crianças;
enganá-las enquanto ainda são inocentes;
manipulá-las para não serem como nós;
elas deviam ser inocentes e sinceras.
Elas deviam sonhar com contos de fadas, 
e deviam viver num oceano de fantasia.
Mas parece que não há lugar para isso.
Crianças já têm malícia,
crianças já não acreditam em contos de fadas;
elas crêem que não há um "felizes para sempre".
Mas elas sabem que nem todo o final é feliz.
Em que mundo vivemos?
Em que lugar estamos?
Nós vivemos no mundo do dinheiro e do sexo.
Onde tudo depende de dinheiro,
onde prevalece o "cada um por si".
MUNDO CRUEL!
Porque dizem que os seres humanos são inteligentes?
Eles passam para trás seus próprios amigos,
eles enganam todos.
Eles não possuem crenças;
eles enganam,
matam,
roubam,
e querem cada vez mais.
Então, volta a pergunta:
O que é um sonho?
O sonho nada mais é
A verdade que cada um esconde dentro de si.



por: Bruna Fernandes Baptista