Primeira música, vamos lá. O nome dessa é "Stay". Talvez não importe, e você agora começa a pensar: "o que ela escreverá nesse texto?". A resposta é: não sei. Tenho o notebook no colo, uma música de fundo. Meus dedos dançam pelas teclas como meu corpo fazia há algum tempo quando ouvia a mais suave melodia. Caso você não saiba, a dança costumava ser minha vida. Mas essa história é para outro texto. Não quero que este se torne um amontoado de reclamações sobre minha vida.
Uma rápida pausa. Alguém me chama no Facebook. Uma pausa na dança dos meus dedos em cima das teclas. Não sei mais o que escrever. A música acabou. Outro momento, por favor.
Dez segundos de pensamentos. De repente, minha mente ficou cheia de ideias. "Fale sobre 'momentos'!, sobre como a vida passa depressa!". Mas isso é tão clichê! Quer dizer, iria me enrolar por várias linhas, e terminaria por não dizer nada! Essa é a primeira regra para uma boa redação... Use bons argumentos! E argumentos criativos, por favor. (Desculpem-me, pré-vestibular ocupa toda minha mente).
Outro momento para pensar. Em tantas linhas, ainda não disse uma palavra com sentido. Só amontoei várias letras, que por sua vez viraram sílabas, formaram frases e orações (frases e orações são diferentes, certo?), e continuam se aglutinando para formar parágrafos, e, por fim, formar um texto sem sentido.
Ah, outra música, por gentileza! Para acompanhar os ganidos do filhotinho Sirius e as palavras que jorram de minha mente sem se unirem com um sentido em comum.
Sim, sim, uma nova música. Essa se chama "Give The Love Around". Se querem saber, não está sendo muito útil para meus pensamentos.
Descobri, neste momento, que tenho prova amanhã, e não sei absolutamente nada do conteúdo, então... Acho que é hora de encerrar esse amontoado de palavras sem sentido nenhum.
Novamente, volto a este amontoado de palavras. Dessa vez, sem música. Apenas com os ganidos de Sirius aos meus pés. Sabem como é, filhotinho... Primeiro dia em casa. Será uma noite bem longa.
Por algum motivo, senti a necessidade de me alongar mais um pouco. Me explicar (enquanto Sirius morde meus pés). Minha mente está cheia de pensamentos inúteis. Cheia de distrações, dogmas e paradoxos. Todos tão complicados que é impossível impedi-los de rondar meus pensamentos. Então, escrevi. Deixei minha mente agir, deixei-a se desfazer de todo o lixo que ela mantinha em seu interior. O resultado? Releia este texto. Esse é o resultado.